Metanfetamina

A metanfetamina é uma droga estimulante do sistema nervoso central, que já atingiu grande parte do mundo. Ela pode ser injetada, fumada ou inalada.

Em uma única dose ela mantém o seu usuário “alto” por até 12 horas. Mais viciante que a cocaína, a metanfetamina mantém os seus usuários em um ciclo devastador. Ela é vendida pelo nome de cristal, meth ou ice.

As metanfetaminas foram aperfeiçoadas originalmente no Japão e Alemanha, na Segunda Guerra mundial, e eram dadas a operários e combatentes de forma a espantar a fadiga no esforço de guerra. Até hoje é uma das drogas mais consumidas nos países orientais.

– Química da droga

Clandestinamente, a metanfetamina é obtida do ácido clorídrico (HCl) e substâncias presentes em medicamentos vendidos sem prescrição médica, como broncodilatadores e descongestionantes nasais (pseudoefedrina), ou mesmo com a própria efedrina.

– Efeitos

Os efeitos imediatos, sob efeito da droga, são extrema euforia, estado de alerta, movimentos repetitivos, paranóia. Assim como outros estimulantes alguns usuários podem sentir desejo sexual enquanto outros sentem repulsa por qualquer contato íntimo.

Os efeitos das metanfetaminas no cérebro estão relacionados com o aumento abrupto da produção da dopamina, neurotransmissor importante no delicado mecanismo de recompensa cerebral.

Milhões de anos de evolução e seleção naturas proveram nosso cérebro de uma complexa teia neurológica de recompensas para situações que favoráveis a nossa existência. Esse mecanismo regula nosso humor, emoções, excitações, estados de euforia e satisfação. A ingestão regular metanfetaminas enviam um sinal falso para o cérebro de que o consumo desta droga e as situações envolvidas são imensamente benéficas em detrimento daquelas realmente importantes para nossa evolução.

Os efeitos neuroquímicos destes estimulantes no cérebro são confundidos com os mecanismos de recompensa para situações desejadas. Um perigoso atalho que dispensa as situações normalmente requeridas para o disparo desse mecanismo, como sexo, realizações profissionais, amor, companhia de amigos e familiares, inter-relação pessoal, etc.. O resultado neuroquímico mais evidente em usuários é justamente o desequilíbrio deste delicado mecanismo, o que acaba por afastar o usuário das atividades normalmente prazerosas levando-o a buscarem a recompensa química nos estimulantes.

É bastante normal usuários deixarem, gradativamente, de se sentirem confortáveis e estimulados para atividades cotidianas. Ao mesmo tempo podem experimentar uma euforia quando deparados com assuntos, fatos ou lembranças de episódios de consumo da droga. Isso ocorre por que, quimicamente, seu cérebro passa a buscar mais os estímulos mais fortes e as situações nas quais ele foi “recompensado” em depreciação as situações onde ele normalmente deveria sentir este estímulo. Um dos efeitos físicos mais dramáticos do uso da metanfetamina é conhecido com boca de metanfetamina.

Os dentes tornam-se escurecidos, manchados e fracos, e esfarelam com facilidade. Muitos usuários também apresentam dor e sangramento nas gengivas. Os usuários de metanfetamina costumam ranger os dentes.

Usar metanfetamina por longo tempo pode ser assustador: estamos falando de psicoses ou de problemas de saúde mentais duradouros (mesmo depois de parar de usar). Os efeitos no cérebro podem durar muito depois de parar com a droga.

– Abstinência e dependência

Tolerância a metanfetamina aparece logo, e mais quantidade da droga é necessária para dar a mesma ilusão. A droga tem a reputação de viciar rapidamente. Pessoas fortes que conseguem controlar o uso de outras drogas se viram fora de controle com a metanfetamina.

Frequentemente podem passar trinta a noventa dias após a última utilização antes de o consumidor perceber que está em abstinência. Primeiro, fica deprimido, perde a sua energia e capacidade para experimentar prazer. Depois a ânsia por mais metanfetaminas surge, e o consumidor frequentemente torna–se suicida. Uma vez que a abstinência da metanfetamina é extremamente dolorosa e árdua, a maioria dos consumidores frequentemente retorna; dessa forma, 93% das pessoas em tratamentos tradicionais regressam à dependência de metanfetaminas.

– The Meth Project

The Meth Project é um programa de prevenção destinado a combater o uso de metanfetamina no mundo. Criado por Thomas M. Sibel, em 2005 no estado Montana dos E.U,A. Em Montana, desde sua criação o uso de metanfetamina caiu 68% entre jovens e o crime relacionado ao trafico de metanfetamina caiu 62%. Desde então The Meth Project se alastrou para outros estados dos E.U.A.

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